7 ideias para melhorar as suas devocionais em 2020 com a Pilgrim

Já aconteceu com todo crente. Você acumula três planos de leitura bíblica, desempoeira o devocionário comprado na Black Friday, separa um horário certinho para seu “momento com Deus”, pensa em várias estratégias diferentes para aplicar isso durante a sua rotina e… nada muda. Você ainda não consegue ter momentos devocionais frequentes.  Logo depois, você se vê acessando redes sociais no lugar da sua devocional.

A longo prazo, essas distrações se revelam destrutivas. Ao invés de Cristo formado em você por meio das devocionais, você progressivamente se assemelhará a um adorador das suas distrações. Como Tish Warren coloca:

“Nós temos hábitos cotidianos, práticas formativas, que constituem liturgias diárias. Ao buscar primeiro o meu celular a cada manhã, eu desenvolvi um ritual que me treina para determinado fim: entretenimento e estímulos por meio da tecnologia. Independentemente do que eu digo ser a minha cosmovisão ou subcultura cristã particular, o meu hábito diário inconsciente estava me moldando para ser uma adoradora de telas brilhantes” (Liturgia do Ordinário. São Paulo: Pilgrim, 2019, p. 46)

Assim, como você pode se tornar um verdadeiro adorador de Cristo ao invés de um “adorador de telas brilhantes”? Que tal usar essas mesmas telas brilhantes para te ensinarem mais sobre Cristo? Temos aqui 7 ideias de como utilizar o nosso aplicativo em 2020 para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18).

1.Ouça o devocional “Manhã e Noite” de Charles Spurgeon

Pergunte a quem quiser, é indiscutível que Charles Spurgeon foi um dos maiores pregadores evangélicos de todos os tempos. As suas breves meditações de menos de 5 minutos são mais acessíveis, profundas, consistentes biblicamente e confortadoras pastoralmente do que muitas pregações contemporâneas. Para começar e terminar os seus dias com a Palavra de Deus (e gostar do processo!), este livro é inegociável.

2. Ouça o capítulo de sua leitura diária com a Bíblia NVT

Talvez você já tenha escolhido o livro bíblico, o conjunto de versículos, devocionário ou plano de leitura bíblica anual que você vai seguir em 2020. Todavia, qualquer crente com um ritmo consistente de devocionais diárias já deve ter percebido como é fácil esquecer o texto bíblico durante o resto do dia. Que tal você meditar nele com mais um sentido? Em vez de simplesmente lê-lo com os olhos, ouvi-lo com os ouvidos pode ser mais uma maneira de ficar essa porção das Escrituras na sua mente.

3. Estude com uma Bíblia de Estudo

“Bíblia Sagrada com reflexões de Lutero” para os entusiastas da história da Reforma protestante. “Bíblia do Pregador” para os irmãos com o dom de ensino. “Bíblia da Família com Estudos de Jaime e Judith Kemp” para o culto familiar. “Bíblia da Mamãe” ou “Bíblia do Papai” para aqueles que querem lembrar dos seus filhos até no seu momento devocional. “Bíblia Sagrada Bom Dia” para juntar sua meditação bíblica com sua jornada devocional diária. “O Livro dos livros – edição literária da Bíblia” para uma leitura mais esteticamente confortável. Ou simplesmente a sua versão favorita da Bíblia (ARA, NTLH, ARA, King James, NVT, etc.) pode ser o que você precisa para facilitar a sua leitura bíblica diária. Muitas vezes, o seu desânimo para ter tempo diário com as Escrituras se deve a você não estar lendo elas direito. Que tal usar uma dessas Bíblias, todas elas disponíveis na Pilgrim, para retirar mais esse obstáculo do caminho?

4. Confira a nossa esteira de “Devocionais”

Mesmo com as diversas versões da Bíblia propostas acima, você ainda pode querer a ajuda de um bom escritor para trazer reflexões práticas para o seu dia-a-dia. Você pode se refrescar com as meditações diárias do talentoso pregador Hernandes Dias Lopes com sua série de Gotas para alma. Passar 90 dias em Gálatas, Juízes e Efésios ou em João 14–17, Romanos e Tiago com Tim Keller. Começar suas manhãs a cada dia do ano com “Bom dia!” de Stormie Omartian; treinar as linguagens de amor com Gary Chapman; ou simplesmente se alimentar do bom e velho Pão Diário. Se você estiver na dúvida sobre qual utilizar, basta ler uma ou duas reflexões de cada um e escolher o que você mais gostar. O que importa é se firmar no hábito de ler esse devocionário todo dia.

5. Coloque em prática os compromissos de Sabedoria digital para a família

Sim, já falamos de muitos livros que você pode usar esta tela brilhante na sua frente para ser edificado. Mas você também crescerá na fé sabendo quando pôr de lado essa tela para conviver com pessoas reais no mundo real, especialmente aquelas mais próximas de você. No livro Sabedoria digital para a família (original Pilgrim), Andy Crouch sugere, e explica detalhadamente cada um, dos dez compromissos a seguir:

1. Desenvolvemos sabedoria e coragem juntos como família.

2. Queremos criar mais que consumir. Então, preenchemos o centro de nossa casa com coisas que recompensam a habilidade e o engajamento ativo.

3. Fomos projetados para um ritmo de trabalho e descanso. Então, uma hora por dia, um dia por semana, e uma semana por ano, desligaremos nossos dispositivos e louvaremos, festejaremos, oraremos e descansaremos juntos.

4. Acordamos antes de nossos dispositivos, e eles “vão dormir” antes de nós.

5. Temos por objetivo “não ter telas antes que nossa idade tenha chegado a dois dígitos” — na escola ou em casa.

6. Usamos telas com um propósito, e as usamos juntos, em vez de usá-las sem propósito e sozinhos.

7. O tempo no carro é tempo de conversa.

8. Os cônjuges têm a senha um dos outro e os pais têm completo acesso aos dispositivos dos filhos.

9. Aprendemos a cantar juntos em vez de deixar a música gravada e amplificada tomar conta de nossa vida e adoração.

10. Nós comparecemos aos grandes acontecimentos da vida. Aprendemos a ser humanos quando estamos presentes nos momentos de maior vulnerabilidade. Esperamos morrer nos braços uns dos outros.

Estranho, não é? Parece radical demais, mas, ao mesmo tempo, soa como um alívio muito necessário para a nossa vida corrida em família. Talvez seja difícil fazer devocionais individuais na sua casa ou cultos domésticos com a sua família justamente porque não existem limites para a tecnologia no seu lar. Hora de planejar a sua devocional também é hora de abençoar a sua família.

6. Ouça audiolivros em comunhão

Assim como numa dieta, a sua alimentação espiritual diária não trata apenas de o que você come, mas também de como você come. Ou seja, ao planejar suas devocionais de 2020, repense em como absorver todo o conteúdo disponível. Uma forma que vai ser especialmente edificiante é ouvir audiolivros em comunhão. Ao invés de simplesmente lê-los e absorver o máximo de informações possíveis, espalhe o conteúdo deles. Você pode estudar um livro junto com seu pequeno grupo ouvindo seus trechos favoritos e discutindo-os depois. Você pode compartilhar trechos dos audiolivros nas redes sociais e perguntar o que os seus amigos pensam. Você pode simplesmente se sentar com a sua família todo dia e ouvir a Bíblia em atitude de oração. Essa é uma forma de compartilhar dons espirituais e fazer com que você “seja encorajado pela fé mútua, vossa e minha” (Rm 1.11-12). 

7. Repense sua rotina com Liturgia do Ordinário, Refresh e Reset.

Por fim, o obstáculo para a regularidade das suas devocionais pode ser uma rotina pesada demais. Ela pode ser pesada por ser tão ocupada que você não tem energias para passar um tempo com o Senhor. Ela pode ser pesada por não permitir você relembrar e reaplicar o que você aprendeu com a sua Bíblia naquele dia ou no domingo. Ela pode ser pesada porque você não vê como ela pode glorificar a Deus nela. De todo modo, não adianta reservar 15 minutos para Deus no seu dia se todos os outros te afastam dele.

Assim, a nossa última orientação é refazer as suas rotinas para que você tenha espaço para as suas devocionais. E não qualquer espaço. É preciso de um espaço bom o suficiente para que você consiga se concentrar. Além disso, é preciso um espaço aberto o suficiente para que aquele momento devocional contagie todos os outros momentos do seu dia e os redirecione para Deus. É como se você estivesse procurando um lugar para colocar uma flor na sua casa: você precisa de um espaço arejado para ela sobreviver e de um espalho bem-posicionado para que toda a casa seja embelezada pela presença dela.

Portanto, para corrigir a sua rotina pesada e abrir espaço nela para você se concentrar devocionalmente, utilize os livros Reset (David Murray), para homens, e Refresh (Shona Murray), para mulheres. Mesmo que você não sofra de burnout, essas obras são perfeitas para você repensar a sua rotina de forma bíblica e saudável para o seu corpo e mente.

Quanto ao problema de como permitir a sua devocional contagiar todos os outros momentos, o livro Liturgia do ordinário (Tish Warren) é inigualável. Com ele, você vai aprender a ver como todo o seu dia tem um significado espiritual. Há uma lição sobre Deus sendo ensinada da hora de acordar até cair no sono, desde coisas triviais como perder as chaves até desagradáveis como brigas conjugais. Tish, ela própria bem ocupada cuidando de seus filhos e sendo dona de casa, é a companheira perfeita para anotar essas lições junto com você.

No fim, a ideia central de Liturgia do ordinário é o que lhe fará alcançar o real propósito de ter um momento diário com Deus na presença de Deus : levar todos os outros momentos a Ele também. Quando você calibra os olhos da fé com a Palavra todo dia, cada dia se torna uma devocional ao Senhor.

Autor: Guilherme Cordeiro, editor de conteúdo na The Pilgrim.

Dê um presente de Natal com a Pilgrim

Natal é sobre compartilhar. É sobre Deus compartilhar da vida humana em Jesus Cristo, como um de nós. É sobre compartilharmos uns com os outros o que temos em Cristo. Por isso, nós da Pilgrim montamos uma forma de você compartilhar um pouquinho da sua assinatura premium com sua família e amigos. 

Funciona assim: se você já é assinante, basta entrar no seu aplicativo até a noite do dia 25/12/2019 e acessar a seção “Presente”. Depois de preencher o seu nome, de quem você quer presentear e qual mensagem você quer enviar para ela, você poderá enviar o presente por e-mail ou WhatsApp para o destinatário. Pronto! Essa pessoa receberá um link para nosso site, onde ela poderá escolher o audiolivro favorito dela da linha Pilgrim Books. Depois de concluir o registro e resgatar o vale-presente (válido até 06/01/2020), esse audiolivro será dela! 

“E se eu não for assinante?” Bem, o mais fácil é você fazer a assinatura e ter acesso a dezenas de audiolivros, mais de 3000 ebooks, além de artigos, resumos e cursos. E com 7 dias de teste grátis! Porém, se você ainda quiser provar um dos nossos audiolivros originais, disponíveis em português apenas na Pilgrim, basta encontrar o assinante mais próximo e pedir que ele lhe envie o link seguindo o processo acima. E não se esqueça de resgatar o vale-presente antes de 06/01/2020. Depois disso tudo, o seu audiolivro está disponível para acesso na aba “Comprados”. 

“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama” (Lc 2.14)

Feliz Natal!

Desafio de leitura Pilgrim para 2020 #PilgrimChallenge

J. C. Ryle uma vez disse que “poucas coisas são tão amadas por alguns, e tão desprezadas e negligenciadas por outros, quanto livros, e especialmente livros de teologia”. Porém, não importa se você está mais perto do amor ou da negligência, provavelmente você diz que quer ler mais e melhor, mas não tem tempo de ler mais ou melhor. E é por isso que vamos lançar o Pilgrim Challenge.

O Pilgrim Challenge é um desafio para ajudar você ler mais e melhor em 2020. A sua leitura será incrementada não só por você determinar uma meta de quantidade de livros, mas também por se diversificar. Você se verá forçado a ler livros que você nunca escolheria naturalmente. Lendo o que você nunca leria sozinho, você pode acabar aprendendo o que você nunca descobriria sozinho.

O desafio está dividido em cinco listas, que correspondem ao grau de dificuldade, intensidade e diversidade das leituras. As listas maiores incorporam os itens das menores.

  • VOLTINHA: total de 13 livros, com uma média de 1 livro a cada 4 semanas.
  • PASSEIO: total de 17 livros, com uma média de 1 livro a cada 3 semanas.
  • VIAGEM: total de 26 livros, com uma média de 1 livro a cada 2 semanas.
  • MIGRAÇÃO: total de 52 livros, com uma média de 1 livro a cada 1 semana.
  • PEREGRINAÇÃO: total de 104 livros, com uma média de 2 livros a cada 1 semana.        

Caso um livro se inclua em mais de uma categoria, escolha apenas uma. Não há uma ordem dentro de cada lista. Você pode escolher um plano para seguir até o final do ano ou ir avançando aos poucos a partir do primeiro deles. Não se sinta pressionado a ler um livro no exato período de tempo proposto, o que importa é alcançar a meta final do desafio escolhido.

Colocamos ideias diferentes para cada livro. Sinta-se livre para adaptar a lista de acordo com os seus interesses e recursos. Você pode adotar alguma das seguintes alternativas:

  • Divida a lista com a sua família, de forma que cada um fique responsável com uma categoria durante determinado período de tempo. Compartilhem o que vocês aprenderam com cada livro e recomendem a sua melhor leitura no final do ano.
  • Comece a ler conforme for mais adequado para o seu tempo. De acordo com o número de semanas que você levar para terminar esse livro, escolha o plano correspondente.
  • Termine o primeiro livro que você escolher o mais rápido possível. De acordo com o número de semanas que você levar para terminar esse livro, escolha o plano correspondente.
  • Ignore a quantidade de livros proposta a cada plano e simplesmente monte um plano próprio escolhendo as categorias mais desafiadoras para você.
  • Divida a lista com a sua igreja ou pequeno grupo, de forma que cada um fique responsável com uma categoria durante determinado período de tempo. Escrevam resenhas e elejam o melhor livro da sua igreja ou pequeno grupo no final do ano.

Porém, não se esqueça de que o propósito dela é ser desconfortável para você, em algum nível. Afinal, é isso que desafio significa.

Para baixar, você pode escolher a imagem e guardar em algum dispositivo para consulta ou optar pelo PDF, com um formato mais simples e fácil de imprimir.

Deixe Andy Crouch dar sabedoria digital para a sua família (Courtney Reissig)

Como mãe, poucas coisas ocupam mais a minha mente do que como usamos tecnologia com nossos filhos. Nós lemos as estatísticas. Nós vemos o que o uso da tecnologia pode fazer. Mas, como muitos outros pais, eu ainda me pergunto como usar melhor a tecnologia na minha família, que é a razão de eu agradecer tanto a Andy Crouch. No seu novo livro, Sabedoria digital para a família: passos diários para colocar a tecnologia no lugar certo, Crouch fornece uma estrutura bem útil para famílias em sua busca para usar a tecnologia com sabedoria nos nossos lares.

O livro é dividido em três partes. A primeira (capítulos 1 a 3) trata das decisões de uma família com sabedoria digital. A segunda parte (capítulos 4 a 8) vai para a prática, focando na vida cotidiana segundo a sabedoria digital. A terceira parte (capítulos 9 a 10) é um tipo de “onde queremos estar” sobre como a sabedoria digital faz a família focar no que mais importa. Com seus “Dez compromissos da sabedoria digital”, Crouch — anteriormente um estrategista de comunicação na Christianity Today e hoje na Templeton Foundation — mostra aos pais que o uso da tecnologia em casa não precisa ser moldado pela cultura externa, mas pode ser intencional e promover o florescimento de cada membro da família

Criando uma melhor opção

Não é que Crouch simplesmente encoraja os pais a deixar seus celulares de lado ou limitar o tempo dos seus filhos na frente de telas. Pelo contrário, ele conclama os pais a estarem presentes nos seus lares. Ele não está trazendo mais uma série de regras, mas um estilo de vida para usufruir de pessoas e experiências no mundo real, e isso só pode acontecer estando presente de verdade.

Pais (e filhos) vão encontrar muitas informações úteis em Sabedoria digital para a família sobre como usufruir o mundo. Com cada compromisso, Crouch desafia a nossa necessidade de sermos entretidos indefinitivamente por luzes brilhantes. Enquanto a tecnologia nos espera a simplesmente consumir a criatividade de outras pessoas, Crouch nos encoraja a criar a nossa própria beleza, arte e cultura. É claro, isso exige trabalho e intencionalidade. Mas, de outras formas, ele está nos chamando de volta para o que Deus planejou para nós. Fomos criados para trabalhar, criar e governar sobre o mundo que ele fez. Fomos criados para relacionamentos no mundo real, relacionamentos que crescem e se desenvolvem com o tempo.

Crouch desafia a nossa inclinação natural para soluções fáceis para o tédio dos nossos filhos — e o nosso desejo de fazer as coisas sem sermos interrompidos. Como pais, é fácil entregar uma tela para nossos filhos sempre que precisamos de um tempo livre. Eu já fiz isso. Os pais vão achar bem convincente essa exortação sobre usar telas para deixar nossas crianças ocupadas. Como Crouch diz, “Quanto menos confiamos nas telas para ocupar e entreter nossos filhos, mais eles se tornam capazes de se ocupar e se entreter sozinhos”. Ao se comprometer a abraçar o tédio que vem por simplesmente viver neste mundo, os pais na verdade estão preparando os seus filhos para se tornarem adultos que encontram coisas significativas para fazer com seu tempo, para desfrutar de pessoas por meio de relacionamentos e conversas e descansar de verdade, ao invés de simplesmente deixar uma atividade automática preencher o espaço.

Ao falar sobre o tempo antes do jantar, ele diz: “Nós jamais descobriremos como ajudar os filhos — e a nós mesmos — a sobreviver à meia hora enlouquecedora antes do jantar, se sempre nos contentarmos com a tela.” Parece contracultura. E é. Mas também é um alívio. Crouch não só desafia, mas também dá uma nova visão para uma vida de beleza, relacionamento e criatividade — sem escravidão à tecnologia.

Desafiando compromissos

Eu concordei com a maior parte dos compromissos em Sabedoria digital para a família e, embora eu tenha me sentido desafiada de vez em quando, eu sabia que as ressalvas no meu coração provavelmente se deviam ao meu desejo de manter a tecnologia no centor da minha vida. Contudo, há alguns pontos onde eu queria que Crouch desse maiores qualificações para suas exortações. Um pai cansado leria este livro e se sentiria sobrecarregado pelo tanto de sugestões.

Talvez seja pela minha situação de vida (mãe de três crianças pequenas e grávida da quarta), mas eu me perguntei se não seria possível dar mais exemplos concretos para crianças mais novas para ajudar um pai procurando alternativas melhores do que a tecnologia. Todas as sugestões de Crouch para desfrutar do tempo em família, porém, me fizeram ansiar pelo dia em que a nossa família poderá fazer mais coisas juntos.

Como você vai servir?

Algumas pessoas podem se incomodar com a radicalidade dos compromissos de “sabedoria digital” sugeridos por Crouch, perguntando-se uma vida com um uso tão limitado da tecnologia sequer é possível. Quer a sua família adote ou não todos os compromissos, todos nos beneficiaríamos de uma abordagem mais pensada e comedida à tecnologia.

Embora Sabedoria digital para a família seja um chamado a uma vida radical, eu estou bem certa de que eu não vou desejar no fim da minha vida ter passado mais tempo mexendo no Facebook ou assistindo Netflix. Todos nós — pais ou não — faríamos bem em ouvir os sábios conselhos de Crouch.

Nós só temos uma vida para viver. Não seria melhor gastá-la desfrutando e servindo o mundo que Deus fez, em vez de uma tela?

Sabedoria digital para a família foi publicado no Brasil pela The Pilgrim e está disponível com exclusividade para seus assinantes.

Original: https://www.thegospelcoalition.org/reviews/the-tech-wise-family/

Courtney Reissig é a autora de Glory in the Ordinary: Why Your Work in the Home Matters to God, The Accidental Feminist: Restoring Our Delight in God’s Good Design, e Teach Me to Feel: Worshiping Through the Psalms in Every Season of Life (a ser lançado em janeiro de 2020). Ela é casada com Daniel, tem quatro filhos e, juntos, eles participam da igreja Immanuel Baptist Church em Little Rock, Arkansas. Você pode ler mais sobre ela no seu blog ou segui-la no Twitter.

Um Livro Por Dia

Seria um sonho ler um livro por dia. Quem sabe até dois. E você consegue fazer isso, desde que não tenha mais nada para fazer o dia todo e tenha uma dedicação de ouro. Mas, mesmo se você conseguisse, provavelmente não aproveitaria tanto o livro ou talvez até se arrependeria de ter se esforçado tanto para ler um livro que, no final, nem era tão interessante assim. Se fosse um livro de teologia mais complexo e robusto, por outro lado, pode ser que você nem entendesse ele muito bem e tivesse de começar tudo de novo mais tarde.

E se você pudesse ler um bom resumo daquele livro antes de se aventurar nele? E se você pudesse ter uma ideia mais ampla do contexto, objetivo, tese e argumentos do autor antes de sequer abrir o livro?

Bem, uma resenha tradicional pode te ajudar com isso. Mas talvez você queira mais. Talvez você queira um bom esboço do que o autor disse. Como se fosse uma pequena palestra explicando o livro capítulo a capítulo. Quem sabe você queira só absorver a ideia geral daquele livro ao invés de se dedicar minuciosamente ao seu conteúdo.

Portanto, diferente de resenhas tradicionais que buscam responder “devo ler este livro?”, que tal se você tivesse algo que respondesse a seguinte pergunta: “o que eu saberia se lesse este livro, em resumo?”

É isso que buscamos responder com a Pilgrim Express. Essa linha de resumos, tratando desde livros complexos como Defesa da fé de Van Til até populares como Quando pecadores dizem sim de Dave Harvey, busca trazer suas principais informações num áudio de cerca de 15 minutos.

Então você vai poder, com uma velocidade impressionante, saber se você quer ler esse livro, como se fosse um trailer de um filme, captar seus pontos principais, como se fosse um estudo dirigido, relembrar uma leitura bem antiga, como se fosse um fichamento, ou como simplesmente um esclarecimento sobre um tópico de seu interesse, como se fosse uma rápida entrevista com o autor.

E mais: você pode finalmente ter uma boa noção de livros que você sempre quis ler, mas que, francamente, não eram fáceis de entender ou interessantes de ler. E tudo isso com um tempo que você também pode estar lavando a louça, dirigindo para o trabalho, sentado no ônibus ou fazendo uma caminhada.

Gostou da novidade? Aproveita e diz aqui os livros que você gostaria de ter o resumo na Pilgrim. Pode ser em português ou inglês

Compartilhe conosco suas sugestões.

A Maior Forma De Comunicação Acadêmica Está Na Pilgrim

Todos concordaríamos que o melhor conhecimento de Deus possível veio num Livro.

Também diríamos que esse Livro foi lido pela maior parte da história da igreja por meio de pregações, hinos e orações litúrgicas, ao invés de sentar e lê-lo. Porém, como os teólogos travam seus debates? Já foi por epístolas, por tratados, por livros escolásticos e por concílios acalorados. Todavia, atualmente, em praticamente qualquer área de estudo, a forma primária de comunicação e debate acadêmico rigoroso inegavelmente se dá por meio de artigos científicos.

Isso cria um problema. Dificilmente vamos parar na correria do dia para ler o último artigo de nosso teólogo favorito num journal. Aliás, provavelmente nosso teólogo favorito (que seria melhor descrito como um pregador) também não tem tempo de publicar num journal atualmente. Talvez as ideias que você mais gosta dele sejam apenas uma remodelação de uma bateria de artigos acadêmicos que ele leu.

Esse distanciamento entre igreja e a academia já foi bem documentado e não é fácil de resolver. E talvez certa distância precise ser mantida. O que não podemos negar é a dificuldade de o crente interessado em teologia de acessar bons artigos acadêmicos que não sejam, bem, acadêmicos e técnicos demais.

A Pilgrim conhece esse problema. Queremos ajudar. Nos perguntamos: “e se pudéssemos escolher artigos que julgamos relevantes para todo crente e torná-los mais acessíveis?” Bem, acabamos respondendo ela também.

Fizemos uma parceira com a ABC2 (Associação Brasileira de Cristãos na Ciência), bem mais experiente do que nós nessa área, para disponibilizar os seus artigos na nossa plataforma. O manifesto de Plantinga sobre uma filosofia explicitamente cristã, bem como uma apresentação do seu argumento para a racionalidade do teísmo, um resumo da crítica de Dooyeweerd ao historicismo tanto pelo próprio quanto por Roy Clouser, além de artigos sobre temas pouco explorados a fundo no Brasil, como uma visão cristã da psicologia e da tecnologia.

Além disso, como já divulgamos, teremos, com exclusividade no Brasil, todo o material do Instituto Davenant. Compartilhando de sua visão de resgate do protestantismo clássico para enfrentar dilemas contemporâneos, iremos começar com os artigos da sua revista Ad Fontes e com a sua série de Digestos, que buscam trazer pequenas introduções a temas complexos, num estilo claro, vívido e bem prático. Assim, haverá discussões desde a Reforma inglesa e o relacionamento entre Calvino e Lutero até à viabilidade do termo “cosmovisão” e se podemos falar que a ética sexual cristã é um ponto básico de ortodoxia.

Por fim, também teremos a linha Pilgrim Originals. Selecionados de vários rincões poucos explorados do mundo online teológico em inglês, além de artigos inéditos de autores brasileiros, esses artigos serão disponibilizados pensando exatamente nas perguntas que vemos que vocês buscam responder usando e navegando no nosso aplicativo. É quase como ter um teólogo de cabeceira!

Mas não podemos esquecer o propósito disso tudo. Dar acesso a você a artigos que você nunca leria sem um empurrãozinho nosso só é significativo para “repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha” (Rm 1.10-11). É por isso que estamos aqui.

Guilherme Cordeiro – Escritor, editor, tradutor e produtor de conteúdo.

Audiolivros Podem Te Fazer Ler Mais

Os audiolivros estão chegando com força no Brasil. Após alguns anos de expectativa e especulação, o formato promete ser uma das grandes novidades do mercado editorial em 2019. Apesar de já ser bem comum nos Estados Unidos e Europa, os audiolivros são algo novo para o público brasileiro. Poucos aqui tem o hábito de ler audiolivros e muitos sequer chegaram a testar o formato.

É provável que leve um tempinho até o formato se consolidar aqui, mas as chances do audiolivro virar moda são muito grandes. Não é atoa que é o que mais cresce no mercado editorial americano há anos. O formato traz praticidade e pode ser consumido de maneiras diversas (para conhecer algumas formas diferentes e legais de ler audiolivros, veja esse post. Além disso, existe um elemento “mágico” no áudio, fruto do trabalho de produção e interpretação dos atores. O objetivo é dar “vida” ao livro.

Uma das maiores vantagens do áudio, que é o foco desse post, vem das suas diferenças para o e-book e o livro impresso. Alguns acreditam, de maneira equivocada, que o digital veio para substituir e eliminar o livro físico. Com os e-books, essa teoria até pode fazer sentido, visto que a pessoa precisa dedicar a mesma concentração para ler um e-book ou um livro físico. Com os audiolivros é bem diferente; você pode ouvi-los em momentos em que normalmente não poderia ou conseguiria ler um e-book ou um brochura (no trânsito, praticando exercícios, lavando louça, faxinando a casa, etc).

Isso faz com que consigamos aumentar nosso ritmo de leitura ao equilibrar a leitura de livros impressos/e-books e audiolivros. Muitas pessoas passam mais de uma hora por dia no trânsito: dirigindo, no uber ou no transporte público, totalizando cerca de 22 horas mensais.

Se esse tempo for utilizado para ouvir audiolivros, leremos cerca de 4 livros por mês e transformaremos momentos de espera em experiências de aprendizado e edificação. Isso considerando só o tempo de trânsito.

Se adicionarmos o tempo praticando exercícios, limpado a casa, no banho, etc… podemos aumentar ainda mais a quantidade de livros lidos por mês.

Outra função dos audiolivros que podem nos ajudar a aumentar a leitura é a aceleração da velocidade. Podemos colocar o player na velocidade 1.25x, 1.5x ou 2x do normal. É uma espécie de leitura dinâmica de audiolivros. Dessa maneira, podemos ler mais ou podemos analisar uma obra que temos curiosidade e, se gostarmos, ouvimos na velocidade normal ou compramos o livro impresso para ler devagar e marcar os trechos preferidos.

Existem diversas maneiras de ler audiolivros. Nós da Pilgrim temos recebido testemunhos bem legais de nossos usuários. Pessoas aprendendo e sendo edificadas em qualquer momento e em qualquer lugar. Nós cremos que o audiolivro é uma tendência que veio para ficar no Brasil e esperamos abençoar muitos irmãos por meio de um serviço de qualidade, com um preço justo e um conteúdo edificante. Vem nos ajudar nessa missão.

Estamos juntos no caminho.

Leonardo Santiago – Cofundador

6 Maneiras De Ouvir Os Audiolivros Da Pilgrim

Audiolivros têm o poder de dar vida à leitura. Não é a toa que são o produto do mercado editorial que mais cresce nos Estados Unidos. Um estudo da Associação de Editoras Norte-Americanas (Association of American Publishers), constatou crescimento de dois dígitos pelo quinto ano consecutivo em 2017, comprovando que esta é a grande tendência e está chegando com tudo no Brasil, especialmente graças à popularização dos smartphones e a praticidade da experiência com aquilo que tanto amamos: LIVROS.

O formato ainda tem ares de uma grande novidade e pensando nisso preparamos algumas sugestões simples para te ajudar a conhecer e incluir os audiolivros na sua rotina. Estas dicas nasceram da experiência e da paixão da nossa equipe por audiolivros, e foram pensadas para que você possa extrair todo o potencial que os audiolivros podem ter no seu dia-a-dia.

1 – OUÇA NO CAMINHO PARA SEU TRABALHO/ESCOLA

Jornais como The Guardian, NY Times e a revista Forbes são conhecidos por publicar colunas, manchetes e artigos sobre a popularidade do uso de audiolivros, especialmente testemunhos de usuários que optaram por fazer uso em seus carros. Quando pensamos no contexto das grandes cidades, em que o fluxo de trânsito é intenso e toma boa parte do tempo diário em jornadas para o local de trabalho, a opção pode preencher o tempo de deslocamento com conteúdo de qualidade que instrui e orienta os pensamentos naquele momento a coisas proveitosas para quem ouve.

Já quem opta diariamente por utilizar o transporte público (ônibus, metrô e até mesmo bicicletas) também se beneficia! Os períodos no trânsito, muitas vezes com pouco ou nenhum conforto para usufruir de atividades de abstração como a leitura de um livro impresso, passam a ser melhor aproveitados. Quando não tiver lugar para sentar no ônibus ou no metrô, coloque seus fones e dê play no app para conectar os pensamentos nas verdades que edificam, constroem e confortam nossas almas.

2- OUÇA ENQUANTO FAZ SUAS ATIVIDADES EM CASA

Quem trabalha em casa sabe bem que as atividades domésticas demandam esforço e dedicação diária. Lavar louças, roupas, banheiro, organizar o quarto, passar as roupas, cozinhar e as grandes e divertidas faxinas de verão. Cada família tem um jeito de organizar as tarefas do lar, seja lá qual for o estilo, elas serão ainda mais ricas e divertidas ouvindo um audiolivro. Coloque o som bem alto e edifique a sua mente e o seu coração enquanto você cuida do seu lar.

3 – OUÇA NO TREINO, CAMINHADAS E MOMENTOS DE DESCANSO

Um ambiente bastante comentado pelos usuários é a academia. A praticidade do audiolivro durante as atividades físicas é mais uma opção para ser edificado durante os treinos. Neste item, vale a pena também fazer menção às atividades ao ar livre e seu lugar em diferentes níveis de intensidade de exercícios, indo de treinos intensos de musculação à atividades de caminhada, meditação e, por que não de descanso?

Estas modalidades tão distintas têm em comum o fato de que exigem concentração por parte de quem as pratica, e a audição de livros é uma ótima pedida para tornar estes momentos ainda mais agradáveis.

Você pode contemplar uma bela paisagem enquanto aprende com o seu audiolivro, ou pode usar o recurso para manter-se focado e ao mesmo tempo com menor tensão durante seus treinos. É uma opção ao music player, e ao invés de meramente entreter a sua mente te fará pensar além, exercitando corpo, mente e espírito.

4 – OUÇA COM A SUA FAMÍLIA

Como cristãos, entendemos a importância de atividades comunitárias no corpo de Cristo, especialmente no ambiente familiar.

Os audiolivros funcionam bem em cultos familiares, devocionais em conjunto e como recurso para o ensino de crianças. Na Pilgrim, o conteúdo está expandindo-se semanalmente e graças à rica variedade de literatura, você pode escolher o que se encaixa melhor à realidade e à rotina da sua família para abençoar as atividades espirituais que são feitas em comunhão.

5 – OUÇA NAS SUAS DEVOCIONAIS

Outro item de grande importância na caminhada cristã é a realização de atividades de solitude.

Solitude é o estado de privacidade e introspecção em que nos recluímos a estarmos sós para assim contemplarmos melhor a realidade ao redor bem como o nosso interior.

O próprio Jesus quando ensinou sobre a oração aos seus discípulos no registro do evangelho de Mateus, disse:

“Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará.” (Mateus 6:6)

Nestes momentos de oração e devoção do seu tempo ao Senhor, os devocionais em áudio funcionam como um instrumento para te aproximar de Deus e orientar o seu estudo da Palavra.

6 – OUÇA ONDE QUISER

No final das contas, a sua criatividade tem um papel muito importante neste processo. Onde você gosta de ouvir? No banho? Assistindo o por-do-sol? Empinando pipa ou fazendo malabarismo? Ok, pode parecer exagerado, mas nossa dica é que você aproveite-os em lugares em que gosta de ouvir para você crescer na fé (mesmo que sejam eles inusitados).

Conte-nos sobre como tem sido seu aprendizado! A gente vai amar conhecer mais sobre a sua rotina e como podemos te abençoar por meio dos audiolivros.

Coloque os fones e aperte play.

Ana Salomão – Equipe de marketing e conteúdo – The Pilgrim

Você Já Conhece A Iniciativa L’Abri?

Por que os cristãos parecem tão artificiais às vezes? Por que as suas vidas parecem tão desconectadas do que dizem crer? Como saber se Deus existe? É possível saber, não apenas achar, que Cristo ressuscitou? O Cristianismo tem algo a dizer em público, ou é algo de foro íntimo para conforto emocional? Existe alguém que pode nos ajudar a responder essas perguntas?

Todas essas perguntas são relevantes e já foram feitas várias ao longo da história, mas parecem ter um peso peculiar com a sociedade contemporânea. E foi para respondê-las (e viver as respostas) que o L’Abri existe. O primeiro L’Abri (termo francês que significa “abrigo”) foi fundado nos Alpes Suíços em 1955 pelo casal Francis e Edith Schaeffer. Eles começaram a abrir sua casa para receber estudantes, inicialmente amigos de seus filhos, em busca de respostas a dúvidas sobre Deus e o mundo naquele tempo tão turbulento culturalmente de meados do século XX. 

A partir daí foram fundadas comunidades L’Abri em várias partes do mundo. O L’Abri Brasil foi oficialmente fundado em maio de 2008 e tem por obreiros Guilherme de Carvalho e sua esposa Alessandra de Carvalho, Rodolfo Amorim e Vanessa Belmonte. O L’Abri é um centro de estudos e de vida comum, que almeja viver de forma integral a realidade da comunhão com Deus. Assim, para o L’Abri, a verdadeira espiritualidade não pode deixar de ser verdadeiramente humana, incluindo tanto uma vida de gratidão para com Deus “momento a momento”, em todos os aspectos da vida, quanto relacionamentos humanos reais e pessoais em comunidade.

Selecionamos, então, alguns recursos para você conhecer o trabalho do L’Abri (caso queira mais informações sobre atividades desenvolvidas, e talvez até reservar uma vaga para se hospedar na casa, veja aqui).

Palestras L’Abri, especialmente Cristianismo essencial e L’Abri essencial

Várias palestras e conferências feitas pelo L’Abri Brasil em seus dez anos de história estão disponíveis na Pilgrim. Esperança, felicidade, vocação, esgotamento espiritual com o meio cristão, identidade, fé e racionalidade, apologética, ética cristã, Gênesis e ciência, cinismo, sentimentalismo, enfim, há muito material sobre teologia cristã, vida cristã e cultura contemporânea. Mas para conhecer melhor temas centrais do L’Abri de forma mais simples e didática, as duas séries fundamentais de palestras são o L’Abri essencial (disponíveis no YouTube) e o a série Cristianismo essencial (disponível no nosso app).

A primeira, tendo como preletores os obreiros já citados, conta um pouco da história do L’Abri e as ideias que o inspiraram, a saber: a centralidade do senhorio de Cristo para o sentido de todas as coisas, intelectuais ou práticas, públicas ou privadas; a necessidade de respostas honestas e bem-fundamentadas a dúvidas honestas e bem-fundamentadas sobre a fé cristã; e a obra espiritual da verdadeira hospitalidade.  

A série Cristianismo essencial é uma instrução inicial sobre a fé cristã, sem perder o enfoque existencial e de engajamento cultural típico do L’Abri. Passando pelo instrumental básico da catequese cristã histórica (Credo Apostólico, Pai Nosso e Dez Mandamentos), bem como pela caracterização básica da ética cristã com as virtudes da fé, esperança e amor, ela também aprofunda as ideias da série anterior sobre o senhorio integral de Cristo e a veracidade da fé cristã como a resposta às questões mais profundas da existência humana. 

Curso de Allen Porto sobre Schaeffer.

Depois de ouvir algumas dessas palestras, você pode ficar mais curioso sobre a vida e o pensamento do pequeno e franzino homem barbudo que era Francis Schaeffer. Nessas aulas, também disponíveis na Pilgrim, sobre um dos maiores líderes cristãos do século XX, não apenas os temas de suas principais obras serão resumidos, mas também a conexão entre esses insights e a caminhada cristã na vida ordinária, como o próprio Schaeffer sempre procurava fazer. 

Embora alguns livros do autor já tenham sido traduzidos, o conhecimento sobre a sua vida, que é essencial para entender o seu pensamento, encontra-se disperso em várias obras ainda não disponíveis para o público brasileiro mais amplo: suas biografias, os escritos de sua esposa, Edith Schaeffer, e as histórias passadas de geração em geração por obreiros do L’Abri. Allen Porto reúne todo o seu vasto conhecimento sobre esses tópicos, realmente, o trabalho de uma vida, exposto de forma didática nessas vídeo-aulas.

Também é bom complementá-las com a série de palestras dada por Guilherme de Carvalho na Escola Charles Spurgeon e esse artigo dele sobre a contínua relevância do fundador do L’Abri para o século XXI. 

Para quem quer mais

A melhor maneira de conhecer uma pessoa é conversando com ela. Quando ela já morreu, você ainda pode ouvir a sua voz nos seus escritos. E é assim que você realmente vai poder conhecer a Francis Schaeffer: por meio de seus livros. Para começar e entender a descoberta fundamental do fundador do L’Abri sobre sua vida cristã e realidade que foi a base para todo o resto da sua obra, veja o livro Verdadeira Espiritualidade. É nesse contexto, no contexto do calor humano da sua visão de espiritualidade, que a sua defesa intelectual do Cristianismo precisa ser posteriormente estudada, como o próprio Schaeffer recomendava.

Para entender o que Schaeffer pensava ser o dilema básico do homem moderno, e como o Cristianismo tanto fazia parte disso quanto oferecia a única solução, vá para o livro Como Viveremos? (o qual também está disponível numa série de vídeos legendados aqui).

A partir daí, você estará preparado para embarcar na trilogia clássica: O Deus que intervém, A Morte da Razão e O Deus que se revela. É nessa trilogia que o próprio Schaeffer considerava estar o que era essencial para entender todo o resto que ele escreveu (vinte e três livros ao todo), especialmente no que toca à profunda necessidade do homem moderno por verdade, beleza e significado da vida, desde suas raízes históricas até a resposta robusta que o Cristianismo oferece.

Porém, para conhecer Schaeffer e o trabalho do L’Abri de verdade, nada substitui a participação em uma das unidades do L’Abri ao redor do mundo. Pois, como Schaeffer diria, “a ortodoxia bíblica sem compaixão é com certeza a coisa mais horrenda do mundo”.

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O Devido Trabalho De Um Pastor: Como Eu Vou Lembrar Eugene Peterson

Nesta semana demos às boas-vindas para Eugene Peterson na nossa plataforma com o livro A Oração que Deus Ouve. Conhecido por sua paráfrase da Bíblia, A Mensagem, esse autor morreu em 22 de outubro de 2018, aos 85 anos. Traduzimos este texto para te incentivar a começar a saborear um pouco do rico legado deixado por esse irmão.

Eu só encontrei Eugene Peterson uma vez.

Em 2014, um amigo e eu publicamos uma coleção de ensaios por uma série de pastores e acadêmicos lidando com a visão de Peterson para a vida pastoral. Na primavera daquele ano, o Western Theological Seminary hospedou uma conferência baseada no livro e convidaram Peterson. Para a minha surpresa, Peterson, já na sua oitava década e aposentado de aparições públicas, concordou participar. 

A conferência caiu no seu aniversário de 82 anos.

No jantar do seu aniversário, eu me sentei na mesma mesa do que ele. Eu me lembro da nossa reverência para com a sua idade e sabedoria. Eu me lembro de ouvir as suas histórias. Eu me lembro de como ele nos fez rir. Eu me lembro de como ele sorria quando cantávamos Parabéns para ele.

Mas, naquele ponto na minha vida, Peterson já tinha deixado a sua marca em mim. Jantar com ele foi só a cereja do bolo.

Deserção Pastoral

Anos atrás, eu estava lutando como pastor para mudar os rumos de uma igreja. Eu estava convencido de que o poder da minha liderança, a profundidade da minha pregação e a minha personalidade carismática e sociável, sem mencionar a minha humildade, eram suficientes para salvar um navio de um naufrágio. Eu tentava muito ser o líder visionário que o meu bispo me convencera que eu deveria ser.

E eu tive um sucesso moderado, o que deixou tudo pior.

Eu estava cansado, e eu tinha uma inquietação persistente de que não era assim que o ministério deveria ser. Foi então que eu descobri a obra de Peterson, ou pelo menos foi aí que eu acordei e ouvi o que ele tinha a dizer.

Em alguns de seus livros, Peterson parecia briguento, reclamando com seus colegas pastorais por abandonarem seu devido trabalho, por desertarem. Ele cria que os pastores americanos tinham deixado de ser pastores e começaram a ser CEOs e gestores. Eles começaram a “gerir igrejas” ao invés de pastoreá-las. Eles tinham começado a usar a linguagem para convencer, persuadir e bajular ao invés de proclamar, orar e curar. Eles tinham se esquecido de que a igreja pertence a Deus, e começaram a crer que era trabalho deles consertá-la.

Quando eu li isso, eu soube que era assim que eu estava tentando ser pastor.

O nosso devido trabalho

Vez após vez em seus livros, Peterson usou a frase “devido trabalho” como um resumo de uma alternativa: o que ele cria constituir o coração da vocação pastoral.

E a sua alternativa era salutar. Vamos imaginar que Deus está agindo nas nossas congregações, sugeriu. Vamos imaginar que a iniciativa não pertence a nós, mas a Deus. Vamos imaginar que o nosso trabalho é discernir o que Deus está fazendo e entrar no fluxo da obra graciosa de Deus.

Peterson dizia que quando imaginamos que estamos gerindo uma igreja, fazemos perguntas do tipo: “O que faremos? Como podemos fazer as coisas se agitarem de novo?” Mas quando redescobrimos o nosso devido trabalho, levar uma congregação a discernir o que Deus está fazendo e então responder a isso, um conjunto diferente de questões nos orienta: “O que Deus está fazendo aqui? Que traços da graça eu posso discernir nesta vida? Que história de amor eu posso ler neste grupo? No que Deus deu a partida e quer que eu entre à bordo?”

Peterson convidava os pastores a caminhar pela estrada que ele pensava estar ficando em desuso.

Na sua perspectiva, as nossas congregações não são problemas a serem solucionados, mas playgrounds do Espírito Santo. O nosso trabalho é discernir o que o Espírito está fazendo e responder em fé ao convite do Espírito para brincar.

Lembrando Peterson

Eu já esqueci alguns aspectos daquela conferência em 2014. Eu não lembro qual foi a história que Peterson contou que nos fez rir. Eu nem lembro o que eu disse no paper que eu apresentei na conferência, ou da resposta de Peterson.

Mas eu nunca vou esquecer como a sua visão de ministério reconstruiu a minha. Como ele me convidou a parar de pensar que eu era o único que estava fazendo o trabalho. Como ele me lembrou que há Outro no nosso meio que também está trabalhando e que o meu trabalho como pastor era ajudar uma congregação a discernir como participar no que esse Outro estava fazendo.

Foi como ele me chamou de volta para o meu devido trabalho.

Original aqui

Traduzido por Guilherme Cordeiro.